O objetivo deste blog é divulgar toda a minha produção poética, sem prejuízo de continuar a ser postada também no Portal de Poesia Rodolfo Pamplona Filho (www.rodolfopamplonafilho.blogspot.com).
A diferença é que, lá, são publicados também textos alheios, em uma interação e comunhão poética, enquanto, aqui, serão divulgados somente textos poéticos (em prosa ou verso) de minha autoria, facilitando o conhecimento da minha reflexão...
Espero que gostem da iniciativa...

sábado, 7 de fevereiro de 2026

Surto

 


 

Há momentos em que surto

por considerar um absurdo

não podermos ser publicamente

o que resolvido está em nossa mente.


Diriam que temos problemas

E que surtaremos freqüentemente

pois nenhum amor suporta tanta ausência

e nosso destino é quedarmos doentes...


mas pensamos diferente,

já que o que seria problema

para nós é realização plena

do amor não como tema

mas como sentimento latente


E teremos sempre presente

o mais gostoso antídoto e calmante,

que é com seu cheiro ficar,

depois de temporariamente nos separar,

quando o que queria era só te beijar...



Praia do Forte, 23 de janeiro de 2011.


sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

Cheiro

 


 

Seu cheiro em minha roupa

é a prova mais louca

de um amor real

mas, para muitos, imoral...


Guardo seu cheiro na memória

na esperança que o inesperado

possa mudar a nossa história

e nos dar a esperada vitória


....de um amor pleno,

que, sempre a contento,

cresce e se fortalece....


...de um sentimento sincero,

que, um dia, espero,

possa ser tão público quanto seu perfume.


Praia do Forte, 23 de janeiro de 2011.


quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

Desmascarando o Canalha



 

Você se diz infinito,

acreditando que

seu poder é ilimitado,

mas está errado!


Você não passa de

um acidente da natureza,

um câncer da criação,

um tumor com ilusões de grandeza...


É hora de extirpá-lo...

jogando-o no lixo, que é o seu lugar,

para que eu dance sobre seu caixão

e escarre em sua sepultura...


Apenas mais irritantes que

as trombetas da moralidade alheia

(pois a própria não vale nada...)

só os sepulcros caiados

que posam de vestais nas cerimônias,

sem pudor da sua podridão interior...


Praia do Forte, 09 de março de 2011.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

O fim do diálogo



 


 “Não quero falar!


Minha cabeça está cheia demais!


Cuido de todo mundo, 


mas a prioridade agora sou eu!”


Este é o momento 


em que todo diálogo morreu.




Salvador, 28 de dezembro de 2019.


terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

Felicidade






Felicidade não é meta: 


é a forma como se vive; 


não é objeto, é o caminho; 


não é aquilo que te falta e sim saber aproveitar aquilo que já se tem!




Orlando, 10 de janeiro de 2020.


segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

Códex

 







Palavras proibidas


Assuntos censuradas 


Nomes defesos


Ideias que não podem ser discutidas 


A impossibilidade absoluta


de qualquer diálogo.




Morro de São Paulo, 02 de janeiro de 2020.

domingo, 1 de fevereiro de 2026

Amor e Desejo

 


amor e desejo


amor é centrífugo 


desejo é centrípeto 


amor quer se entregar 


ao destinatário 


do amar


desejo


quer absorver


o objeto 


a incorporar


Amar e desejar


fazem parte do viver,


mas amar se auto-renova,


enquanto desejar depende do querer.




Salvador, 09 de janeiro de 2020.


sábado, 31 de janeiro de 2026

Adolescente

 






 


E aí?


Mano


Top


De boa


Se ligue


Man


Véi 


Baratino


Barril


Sipá 


Sepa


Pala


Paia 


Partiu




Morro de São Paulo, 02 de janeiro de 2020.


sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

Funcionamento

 

 



Sua mente é um aparelho

em constante busca

de soluções

para qualquer tipo

de problema:

na ausência

de um desafio,

ela se introverte

e entra em modo avião.


Seu cérebro é um processador

mais rápido do que

qualquer computador,

em que todo questionamento

automaticamente

é respondido,

antes que o interlocutor

termine o raciocínio.


Suas atitudes são reflexos

de anos de condicionamento,

em que a lógica

não excluiu a emoção,

mas a separou

em caixas diferentes

para não haver confusão.


Seu coração é um dínamo

que se alimenta de carinho

e deseja retribuir,

como o óleo e o combustível

que renovam e fazem funcionar

todo o sistema.


Ele parece uma máquina

e há quem ache que seja mesmo,

mas, no final das contas,

ele é apenas

o que Nietzsche vaticinou:

humano, demasiadamente humano,

a ponto de ser tão diferente

que a humanidade não lhe reconhece...


São Paulo, 16 de novembro de 2019.